A “história dos espaços é paralela à dos poderes, assim, quando se fala de arquitetura escolar, temos sempre que fazer um paralelismo com a história do país, do país político.” (Ribeiro, 2004: 106)
A 15 de Janeiro de 1970, Francisco Elmano, comunicou, em sessão de Câmara, que por “despacho ministerial desse mesmo dia, Alcochete iria ter a sua escola preparatória (...)”. A 28 de Janeiro desse mesmo ano é publicado em Diário de Governo a Portaria 69/70 na qual se salienta no seu ponto um: “ (...) É criada uma escola preparatória no concelho e vila de Alcochete, a qual se denominará Escola Preparatória D’El-Rei D. Manuel I”.
Assim, a escola preparatória em Alcochete começou a funcionar em 16 de Outubro de 1970, na Quinta do Valbom, espaço adquirido pela Câmara dois anos antes, e aqui funcionou até ao ano de 1984. A casa de habitação existente na quinta foi convertida em salas de aula; nas cavalariças funcionavam as aulas de trabalhos manuais e no picadeiro a sala de convívio.
Com a conclusão das obras do novo espaço escolar, em 1984, e escola passou para a Avenida da Restauração, local onde se situa a Escola Básica El-Rei D. Manuel I.
Ao longo destas quase cinco décadas, a escola foi-se adaptando às necessidades de um conselho em mudança e, mudando de acordo com as necessidades dos seus utilizadores.
Aquando da sua inauguração servia apenas a população do ensino preparatório, posteriormente passou a ter também o ensino secundário e o noturno.
Com a inauguração da ponte Vasco da Gama verificou-se, novamente, um crescimento de população no concelho, o que criou uma sobrelotação do espaço e a necessidade de se criar uma outra escola. Surgiu então a Escola Secundária de Alcochete, para o ensino secundário e posteriormente para o ensino noturno.
Aquando da sua implementação em Alcochete, na Quinta do Valbom, estavam matriculados 136 alunos, atualmente frequentam a escola 1198 alunos, sendo 455 no 2º ciclo e 743 no 3º ciclo.
Inicialmente tinha capacidade para 23 turmas, mas o espaço escolar vai sendo modificado de acordo com as necessidades. A primeira grande alteração foi em 1992 com a construção de mais um bloco salas de aula (ficando dotada para 30 turmas) e os balneários que serviam de apoio às aulas de Educação Física. Na década seguinte foi construído o Pavilhão Desportivo.
Recentemente a escola foi novamente intervencionada, tendo sido removidos por completo os telhados de fibrocimento, foram substituídas as janelas exteriores dos blocos A,B,C e D, colocados estores e película nos vidros para controlo térmico e solar. Foi também renovada a parte elétrica dos espaços exteriores.
O aumento da população escolar tem sido durante os últimos anos uma preocupação constante por parte das direções, neste momento a escola tem 51 turmas e anseia por um novo bloco de aulas, mas escola é feita de mudanças , de entradas e saídas que contribuem para o ambiente social da escola, e a contribuição de cada um e dos parceiros, com os seus projetos e as suas ideias, têm vindo a valorizar este espaço, contribuindo para o ambiente acolhedor e “familiar” que se vive nesta escola.
Patrono
D. Manuel I
Quando nasceu em Alcochete, a 31 de maio de 1469, dificilmente alguém pensaria que o filho mais novo do infante D. Fernando, de seu nome Manuel, se viria a tornar rei de Portugal.
Neto do rei D. Duarte e bisneto do rei D. João I, foi um adolescente atento e obediente, que desde cedo se devotou com lealdade ao rei que então governava, D. João II. Foi, por isso, feito duque de Beja, senhor de Viseu, Covilhã e Vila Viçosa, governador do mestrado de Cristo, condestável do reino e fronteiro-mor de Entre Tejo e Guadiana.
No entanto, um outro destino lhe estava reservado, quando, após o acidente que vitimou o herdeiro do trono, D. Afonso, o rei D. João II lhe deixou em testamento o trono português. D. Manuel I foi, assim, aclamado e jurado rei em Alcácer do Sal, em 1495, tornando-se o décimo quarto rei de Portugal.
Conhecido por “Venturoso”, teve a boa fortuna de ser rei e de governar num tempo com características ímpares. Mas teve também a sabedoria para afirmar o seu poder e, sobretudo, para zelar pelos interesses nacionais, numa altura de ímpeto expansionista e de consolidação do poder régio.
Ao nível da política interna, prosseguiu a tendência centralizadora de D. João II. Mandou reunir poucas vezes as Cortes e tomou várias medidas para centralizar a administração pública. Em 1496, promulgou o decreto de expulsão dos Judeus e Mouros que não quisessem converter-se ao Cristianismo, na sequência da iniciativa tomada pelos Reis Católicos. Empreendeu a reforma dos forais, respondendo ao pedido dos concelhos com vista a evitar abusos e falsificações dos nobres. Atualizou os encargos tributários, reorganizou a fiscalidade e tomou várias medidas que inauguraram um Estado burocrático e mercantilista.
A expansão ultramarina prosseguiu com grande dinamismo. Na sequência das medidas já tomadas por D. João II, D. Manuel continuou a preparação da viagem marítima à Índia, onde Vasco da Gama viria a chegar em maio de 1498. A necessidade de afirmar o domínio português no Oriente, levou à preparação de uma nova armada, capitaneada por Pedro Álvares Cabral, que em abril de 1500 atingiu a Terra de Vera Cruz (depois designada Brasil), antes de prosseguir viagem para a Índia. Foi sobretudo o Oriente o foco de interesse do rei. Passou-se a ter acesso a pimenta e outras especiarias, apesar de ter de apoiar pela força o comércio que então se iniciava. Lançaram-se as bases do Império Português do Oriente, destacando-se a ação dos vice-reis D. Francisco de Almeida e Afonso de Albuquerque. Conquistaram-se pontos estratégicos, como Goa, Malaca e Ormuz, e encetaram-se trocas comerciais com mercadores do Extremo Oriente. Às muitas riquezas orientais juntava-se o ouro africano, que também chegava em abundância a Portugal. Ao mesmo tempo, prosseguiram outras descobertas e conquistas: descobriram-se várias ilhas no Atlântico Sul e no Índico, atingiu-se a Gronelândia e a Terra Nova e prosseguiram as conquistas marroquinas, como Safim e Azamor. Ao recém-descoberto Brasil foi dada, no entanto, pouca atenção, apesar de se terem organizado algumas frotas de reconhecimento da costa brasileira.
Na política externa, D. Manuel foi um prudente e hábil diplomata nas relações que estabeleceu com outros Estados, conseguindo evitar que Portugal se visse envolvido nas várias lutas europeias de então. A neutralidade que logrou alcançar em vários conflitos e as boas relações que manteve com países como Castela ou França, foram paralelas à afirmação dos interesses e do poder de Portugal, nomeadamente quando procurou o apoio dos principais Estados
europeus para a formação de uma liga contra os Turcos ou quando enviou ao papa Leão X uma riquíssima embaixada em 1513.
O desenvolvimento cultural do país ficou ligado à reforma dos Estudos Gerais e, a nível artístico, desenvolveu-se no seu tempo o distintivo estilo manuelino.
Casou por três vezes com princesas castelhanas e teve vários filhos. De entre eles, D. João e D. Henrique foram reis de Portugal, D. Isabel casou com o imperador Carlos V e D. Maria teve uma ação cultural notável no nosso país.
D. Manuel I teve a ventura de ser rei quando não o esperava. Se alguns o acusaram de ser um rei vaidoso e, por vezes, caprichoso, também foi consensualmente encarado como um político equilibrado que sempre teve em conta o interesse nacional. Governou o país num tempo de grandes feitos e de História marcante. Morreu em Lisboa, a 13 de dezembro de 1521.
Adaptado de Dicionário de História de Portugal (dir. Joel Serrão), vol. II, Iniciativas Editoriais, Lisboa, 197
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